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Gestação vs Trabalho

De fato, eu ainda não sou “mãe”, o status de gestante prevalece, ainda mais por se tratar da minha primeira gestação, mas mesmo assim já me sinto ultra responsável por essa pessoinha que carrego no ventre com muito cuidado, amor e carinho.

Hoje venho colocar em pauta um assunto que muito vem me incomodando, trata-se da gestação no ambiente corporativo, no trabalho por assim dizer.

Atualmente sou funcionária numa empresa privada, faço parte de um departamento administrativo e já vinha planejando minha gravidez a um tempinho, visto que faço parte da massa proletariado nessa mesma empresa há três anos me senti livre em escolher esse período para engravidar. Meu departamento apesar de enxuto, ao meu ver, tem plena capacidade de tocar a rotina sem mim durante o período de licença.

Acho importante que o colaborador seja consciente e transparente nesse aspecto, obviamente que imprevistos acontecem, mas no meu caso como já estava planejando todo esse processo, analisei todas as possibilidades, alguns dos fatores importantes foram minha idade, o diagnóstico de Lúpus e depois o trabalho, depois de ter certeza que nenhum deles seria prejudicado eu dei start ao projeto bebê 2018.


Claro que isso não é uma regra a ser seguida, eu criei meus próprios parâmetros com base no que achei importante, eu sempre tive um certo receio de tomar decisões que iriam impactar na rotina do trabalho de forma negativa, não que esse seja o caso, mas imaginemos que eu fosse ferrar meu departamento na licença maternidade, a partir do momento que fazemos parte de uma equipe na empresa é importante observar tudo, afinal de contas se não nos revezamos para tirar férias? Então para mim não foi diferente, pensei na capacidade que a equipe possui de manter o departamento com ou sem minha mão de obra.

Obviamente que imprevistos acontecem, não quero que ninguém pense que se com você aconteceu em um momento inesperado e isso afetou de forma imprevisível o seu trabalho, que está errado, não é isso, a partir do momento que a mulher torna-se uma gestante a empresa tem mais é que se adaptar, afinal não estamos falando de uma coisa qualquer, estamos falando de um estado de perfeição genética, estamos simplesmente dando seguimento ao que o corpo fora direcionado a fazer naturalmente, ou seja, isso é muito normal.


Falando dos direitos da gestante, legislação estipula uma licença maternidade de 4 meses (120 dias corridos) até 6 meses (180 dias corridos), mas a licença de 180 dias corridos vale apenas para as empresas que aderirem o programa Empresa Cidadã, nesse caso a empresa recebe incentivo fiscal para ampliar a licença maternidade. 

Já funcionárias públicas federais tem direito a licença maternidade (afastamento) de seis meses (180 dias). Alguns sindicatos procuram negociar junto às empresas a ampliação da licença maternidade para seis meses para as trabalhadoras dos diversos setores.

Também há a possibilidade de ampliar o repouso por mais 15 dias, já ouvi muito falar em licença amamentação, mas em minha pesquisa vi que é necessário apresentar atestado médico, que no caso indicaria algum problema médico.

A estabilidade da funcionária gestante é um direito garantido para qualquer que seja a classificação contratual, mas contratos provisórios devem ser avaliados com calma, acredito que toda essa questão de estabilidade deve ser entendida entre funcionária e empresa assim que o anuncio da gestação seja feita, claramente se você pretende engravidar e está trabalhando a um tempo, procure o RH para esclarecer esses assuntos, saber como a empresa lida no que diz respeito a gestante e tudo mais.

É super importante estar a par de tudo no que diz respeito aos direitos da gestante, mas também é importante entender que a empresa também precisa ser notificada dos fatos que acontecem com você, então sendo uma gestante consciente, deixe sempre seu departamento avisado sobre seu estado gestacional, avise ao RH da sua empresa, não deixe de comprovar suas saídas para consultas e exames com atestados e comprovantes médicos, pois por mais que estejamos passando por um período especial e delicado, ainda assim somos funcionárias e precisamos seguir as regras básicas.


Agora que sabemos um pouco mais sobre os direitos da gestante que tal um papo sobre a tratativa das pessoas com você gestante durante a descoberta e andamento da gestação. Pois é, meio delicado esse assunto, eu sei, mas é por isso que eu quero falar aqui sobre tal coisa.

Atualmente tenho amigas que tiveram bebês a pouco tempo e cada uma tem uma história diferente para contar sobre como foram seus meses gestacionais dentro da empresa, algumas delas foram felizes em toda sua gestação com a compreensão sem limites de todos a sua volta, já outras tem histórias macabras para contar que por sua vez dá até raiva de comentar.

Infelizmente lidamos com todo tipo de gente no nosso dia a dia, o mundo corporativo nunca foi um mar de rosas para as mulheres em geral, a gente sempre é criticada por ir mais a consultas médicas e tudo mais, porém quando a pessoa passa da fase normal para a fase gestante tudo muda, não se trata mais de uma funcionária mulher e sim de uma funcionária gestante que depende de situações diversas e requer um pouco mais de cuidados especiais.

Já ouviu a expressão “gravidez não é doença”? Com certeza já, realmente gravidez não é doença, mas infelizmente algumas gestações desencadeiam sintomas inesperados podendo sugerir até que gestante por meio de solicitação médica pratique repouso absoluto, independente de estar no início, meio o final da gestação.


Hipocritamente alguns gestores tendem a receber anúncios de gestação dentre as funcionárias da empresa com péssimo humor e parecem ter um livro negro onde escrevem o nome de tal colaboradora ali, planejando um futuro sombrio à mesma. Alguns viram a cara, passam a tratar a gestante com indiferença e até soltam piadinhas do tipo “gravidez não é doença” ao longo do caminho.

Eu odeio que essa seja a realidade de muitas gestantes, tantas experiências a mim foram contadas e até eu mesma poderia dar uns exemplos aqui de críticas disfarçadas de comentários humorísticos que já ouvi dentro da minha empresa, mas felizmente eu tenho ouvido mais pessoas preocupadas e felizes com meu estado atual que pessoas revoltadas querendo me detonar.

Para as gestantes que tem gestores sem noção a sua volta eu sugiro que ouça as críticas, piadinhas e o que quer mais que façam de forma irônica e simplesmente abstraia, sei o quanto é difícil, ainda mais assim, grávida, mas tente ao máximo não se desmanchar ou até mesmo perder o controle no ambiente de trabalho, guarde e ao chegar em casa converse com seu parceiro, sua mãe, pai, irmã, amiga, despeje toda aquela m***a pra fora de você, se for necessário chore e em seguida ria da cara dos desprezíveis, afinal é você a felizarda por estar carregando esse milagrinho ai dentro, ahhh e se possível vá se distrair, as mamães merecem uma noitada também (seguindo as indicações médicas claro).

Seria muito bom se pudéssemos manter tudo e todos em nosso controle, mas parece que na gestação perdemos o controle de nós mesmas, mas não se preocupe, o importante é manter a cabeça erguida e preocupar-se apenas em sua saúde e na do bebê é claro, o resto vai se ajeitando com o tempo, não siga regras alheias quanto a como e quando, se deve ou fazer algo, siga as indicações médicas e faça suas próprias regras, cada pessoa é uma pessoa, cada gestante é uma gestante.

Mantenha-se perto de quem lhe quer bem, mantenha a mente aberta para tudo de bom e ruim que pode ouvir, conte até 10 para não perder o controle, faça o que estiver ao seu alcance, respeite seus limites.

Se lhe faltarem com respeito, imponha-se, você tem direitos, não só no trabalho, mas em qualquer lugar, mas não seja aquela chata ao extremo, avalie a situação, acho que embora estejamos gestantes, ainda sim somos uma pessoa como qualquer outra e também devemos respeito ao próximo.

Tente curtir esse momento, viver essa experiência e manter a cabeça no lugar, para as mães de primeira viagem como eu, mesmo com pouca experiência já digo que tudo se ajeita com o tempo, já as mães que estão passando por mais uma gestação, essas guerreiras, desejo sorte, vocês são uma inspiração.


BjooOOOs e até mais.

Mundo Corporativo – Ar Condicionado

Não existe no mundo corporativo equipe formada por homens e mulheres que entrem em acordo quando o assunto é temperatura do ambiente utilizando ar condicionado.

Eu entendo que cada pessoal tem suas preferências e cada corpo tem reações diversas, acho que não grupo de pessoas de gêneros diversos que concordem com uma temperatura especifica em uma sala.
Mulheres sentem mais frio, homens calor, magricelas sentem frio, gordinhos mais calor, mas e o meio termo? Como é que vamos viver em união? Pelo visto nunca.

Eu sou do tipo que sempre está com frio, pode ser um verão bem caprichado, não consigo me manter confortável numa sala com ar condicionado entre 18 e 19 graus (congelante).
Difícil mesmo além de tentar suportar a temperatura a fim de não penalizar os outros que estão a morrer de calor é manter o bom humor. Eu com frio sou terrível, sou chata, rabugenta, filha da tormenta, mãe de dragões e tudo que tiver um furor absurdo.
Eu só não compreendo a necessidade de manter aquele aparelho ligado em tempo integral, esfria um pouco e desliga essa porra, tem gente aqui que não sente calor o tempo todo.

Mas não... Lá se foi o bom e velho “bom senso”. O tempo em que homens eram cordiais as mulheres, mulheres eram mais educadas com outras mulheres, as pessoas pensavam mais nas outras. Pra falar a verdade, isso já existiu? O senso e o bom senso? Tenho minhas dúvidas.
Só sei que me dá nos nervos, ver que cada qual em uma sala fechada toma atitudes baseadas em um ser apenas, e ainda nem é favorecendo o outro, baseia-se apenas em si próprio.

Eu heim, esse mundo corporativo que vive sempre em pé de guerra, uma emoção ou outra pra animar, tudo bem, mas viver sob alerta, sempre armado, sempre pronto a cutucar o outro, Jesus, dai-me paciência.
Existem situações mil que tornam o ambiente de trabalho um verdadeiro campo de guerra, sei que é triste e feio dizer isso, mas é a mais pura verdade, acho que a questão da temperatura do ar condicionado é o item número 1 de um top 10.

Só desabafando aqui nesse pequeno espaço cibernético mesmo viu, porque se eu guardar todo esse assunto aqui dentro vai criar raiz e isso não é muito bom.
Enfim, mais amor por favor, bom senso pelo amor e baixa a temperatura do ar que isso está um horror.

Sei não, acho que isso aí em cima pode até virar letra de rap, música sertaneja, sei lá, só rimei pra rir e não chorar, basta de cara amarrada, quero mais é ser feliz.

Atenciosamente;
Alguém de saco cheio.
 

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