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Diário de uma Mãe - 7º Mês do bebê

Já faz praticamente um mês que não escrevo aqui, mas a vida é assim né, tecnicamente eu deveria estar bem ativa aqui no blog, mas existem fatores externos que me impedem de cumprir com essa obrigação, mesmo estando tanto tempo fora decidi continuar com o diário, afinal é o que realmente está acontecendo na minha vida atualmente.

O sétimo mês do bebê foi um marco a ser lembrado, sim sim, você pode até achar que é besteira eu falar assim, mas estou entrando numa nova fase juntamente com meu bebê e as mudanças serão para melhor.

Em Junho seria o meu retorno ao trabalho, estava tensa, ao mesmo tempo tranquila, meu bebê ficaria sob os cuidados da minha mãe que sempre me apoia nesta fase mãe e eu estava totalmente segura sobre isso, mas mesmo assim o coração ficava apertado, foram quase sete meses em casa cuidando exclusivamente da minha goiabinha e agora passaria a maior parte do dia fora e a encontraria no fim da tarde para passarmos a noite juntas, detalhe, eu não estava certa de aguentar a carga trabalhadora vs mãe que estaria por vir, mas só saberia na prática. Bem, na volta efetiva ao trabalho recebi a noticia, fui dispensada assim que poisei na empresa, não foi bem uma surpresa ruim, foi surpresa, mas eu bem que queria mais tempo com a minha filha mesmo, há males que vem par o bem.

Essa não foi a única surpresa que tivemos no sétimo mês, estávamos extremamente preocupados com o desenvolvimento da Aria, ela é uma bebê tranquila, não chora ao extremo, fica calminha por um longo período e poucas vezes tem crises de choro relacionadas a qualquer desconforto, mas percebemos que ela também é bem preguiçosa. 



Essa preguiça nos deixou bem atentos a sua evolução, percebemos que pouco Aria se manifestava para segurar coisas, pegar coisas e se sentar ou se virar, já que nessa etapa vários bebês estão super espertinhos. Levei o assunto à pediatra, ela fez uns testes no consultório, segundo ela era preguiça mesmo, mas receitou  sessões de fisioterapia que poderia ajudar no desenvolvimento motor do bebê, de cara quis marcar, até liguei, mas conversando com algumas amigas fui desencorajada por elas, que me convenceram a parar de comparar, bebês são diferentes, cada um tem seu tempo, a Aria não estava tão atrasada assim, ela faria as coisas que deve fazer no tempo dela.



Dito e feito, acho que em duas semanas ou menos Aria mostrou uma evolução enorme, aprendei a bater as mãos em cima da cadeira de comer, na água da banheira pra variar (a vovó é a culpada desse feito rsrsrsrs), começou a sentar-se, pegar brinquedos e está cada dia mais falante em seu idioma bebêleis é claro, foi incrível. 




Elá ainda não nos dá os braços (temos uma casal de amigos com uma bebê de quatro meses que estende os braços para a pegarem no colo) mas ela vai chegar lá, tudo a seu tempo.



Bem, além das evoluções para o bem, também tem as coisas não muito boas, a introdução alimentar está caminhando, a papinha ainda é batida no liquidificador, podem me julgar, mas eu sou a mãe dela e meu coração me diz que devo bater, eu tentei pedaços, mas ela engasga tanto que chega dar dó, então parei de insistir, na hora certa ela vai conseguir. Estamos numa fase conturbada das fezes também, devido a mudança de cardápio temos que ficar de olho nas papinhas, temos tido uma frequência de fezes bem durinhas, é tão chato pois sabemos que deve incomodar o bebê, se nos incomoda imagina à uma pequena criança.



Fora isso estamos indo muito bem, nossa filha cada dia mais bela, eu fui promovida a Mãe em tempo integral, mas não pensem que minha carreira para aqui, nada disso, tenho novidades à caminho e a minha falta aqui também tem a ver com isso, só aguardem, logo venho com tudo.

BjooOOOO 

Diário de uma Mãe - 3º Mês do bebê

Três meses de muita fofura lá em casa, quem me acompanha no instagram sabe que adoro postar foto da minha bebê, mas não pense que não é pra se aparecer, pelo contrário, é pra aparecer mesmo hauhauhau.


Tenho muito prazer em mostrar aos amigos e seguidores que tenho uma fofura em casa e que amo de paixão, agora te falo uma coisa, ter essa belezinha aí das fotos não é tarefa fácil, vem comigo que te conto detalhes.

Pois bem, três meses com bebê em casa, acho que a pior parte da adaptação ao bebê é a questão do sono, não o sono do bebê, o sono dos pais, ou a falta de sono no caso, a gente vive uma maratona de dorme e acorda, a gente pensa que começou a dormir gostoso e um bebê começa a chorar, ahhh sim, hora da mamada, mas a vida te dá meios e mostra o caminho a seguir, no terceiro mês, meu amigo, já estou plena, não durmo mais pelas tabelas, não pareço uma zumbi, embora as olheiras me acompanhem eu já posso dizer, a falta de sono já não é tão aterrorizante, acho que já posso riscar esse item da minha lista.

O decimo quinto dia do bebê é um dia muito importante, o dia em que o destino vai dizer a você se és sortudo ou não, pois bem, o destino não sorriu pra mim, apenas me entregou um fardo que carrego até aqui, cólicas do bebê, sim Aria teve (tem) dores terríveis denominadas cólicas do bebê, eu busquei as mais diversas formas paliativas e algumas deram uma acalmada, outras eram como água, assim também o dinheiro jorrava das carteiras lá em casa, mas eu tenho fé em meu Deus, entrego todos os meus problemas nas mãos dele e creio que ele vai me ajudar (apelo de uma mãe), creio também que as cólicas vão findar (já findaram) agora aos três meses, Aria estava à uns bons dias sem cólicas, na ultima semana do segundo mês  voltaram para nossa tristeza, mas eu tenho fé, isso vai mudar, já já vai acabar (eu creio), pois não há nada pior no mundo que ver seu bebê pequeno e indefeso com dores que você não consegue fazer parar.


Agora uma coisa é certa, no terceiro mês você se sente mais mãe/pai que nunca, na verdade cada cravada de mesversário a gente se sente mais pais um pouco, uffa passamos essa fase, é bem como dizem, o primeiro ano fica marcado com caneta fosforescente na história.

Aprendi diversas coisas nesses três meses de Aria em minha vida, aprendi que ela gosta de ficar sentada, depois deitada e pouco no colo, não gosta de muito barulho, mas se não dormir com a TV ligada em som médio corro o risco de assustá-la facilmente se o som se elevar em algum instante, eu aprendi que ela é extremamente alegre, sorri com facilidade e adora conversar, pois bem, já comecei meu curso intensivo de bebêleis, a gente troca muita ideia durante o dia e ela já começou a conversar com outras pessoas também, as vezes ela até conversa com a Beat Belle seu brinquedo predileto.

Nesses três meses aprendi o que um bebê de quase 5 kg pode fazer com seu braço e punho, estou com dores terríveis no braço esquerdo e o pulso direito envolto num acessório não muito fashion rs, mas faz parte, isso porque estamos falando de um bebê que não gosta muito de colo, mesmo assim faz um estrago.

Eu aprendi a amar tudo que ela faz, do cocô ao sorriso, pode parecer besteira, mas quem é mãe vai me entender, a gente pode até se estressar, acordar de mal humor, mas assim que o bebê te olha, reconhece que é a mamãe e te manda um sorrisão, não há noite mal dormida que endureça o coração, parece uma borracha, o sofrimento já não existe mais, a gente se desmancha e por vezes a lagrima acumula no canto do olho, mas a gente é forte e devolve um sorriso feliz e um cheiro bem cheirado, aquele abraço que só a mamãe sabe dar.

Também aprendi a ter medo, medo de tudo que é mal, medo do mínimo que as vezes pode nem chegar ao máximo, mas é um medo que vem sem precedentes, medo de tudo, medo da perda, medo da dor, não a minha dor a dor dela, a dor que ela pode sentir por lgo, sei lá, é um sentimento estranho, mas a verdade é que tenho medo por tudo, medo da falta de algo, algo que nem faltou e provavelmente não vai faltar, mas dá um medo, coisa estranha.


Todo mundo sabe que a gravidez dá um sentimentalismo só à mulher, mas a mãe também vira uma mulher ainda mais sensível que antes, não aguento ver o comercial dos médicos sem fronteiras desde sempre, mas agora, não suporto nem pensar nele, olhar algo como miséria ou qualquer outra situação conflitante é terrível, chega a me dar arrepio e uma melancolia sem fim, é estranho, mas agora é assim.


Bom, desde o primeiro mês da Aria que eu e Fofão (marido) saímos juntos, sozinhos, pra fazer algo, normalmente é jantar e cinema, amamos um cineminha, então a gente sempre combina com a minha mãe (santa mãezinha) pra ela ficar com a nossa goiabinha e vamos a uma noite à dois, mas confesso, o coração aperta de deixar ela de lado pra fazer algo por mim, para minha diversão, sem ela, aiii, é triste rsrsrsrs, nós dois nos sentimos assim kkkk engraçado, mas agora entendo como minha mãe se sentia quando fazia algo ou faz até hoje sem a presença de todos os filhos.


Por fim, eu posso dizer, cada mês, cada semana, cada dia, cada minuto me sinto mais mãe, agradeço a Deus por me conceder essa dádiva, por me dar a filha mais linda (mãe coruja), por meu marido companheiro e paciente (mulher estressada não é fácil), por me dar uma mãe presente (vó coruja), por me dar a família perfeita, a gente tem nossos deslises e defeitos, mas é tudo na medida certa, aliás, a gente mais acerta que erra e isso sim é uma dádiva.

Obrigada Deus !!!! 
 

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