Diário de uma Mãe - 3º Mês do bebê

Três meses de muita fofura lá em casa, quem me acompanha no instagram sabe que adoro postar foto da minha bebê, mas não pense que não é pra se aparecer, pelo contrário, é pra aparecer mesmo hauhauhau.


Tenho muito prazer em mostrar aos amigos e seguidores que tenho uma fofura em casa e que amo de paixão, agora te falo uma coisa, ter essa belezinha aí das fotos não é tarefa fácil, vem comigo que te conto detalhes.

Pois bem, três meses com bebê em casa, acho que a pior parte da adaptação ao bebê é a questão do sono, não o sono do bebê, o sono dos pais, ou a falta de sono no caso, a gente vive uma maratona de dorme e acorda, a gente pensa que começou a dormir gostoso e um bebê começa a chorar, ahhh sim, hora da mamada, mas a vida te dá meios e mostra o caminho a seguir, no terceiro mês, meu amigo, já estou plena, não durmo mais pelas tabelas, não pareço uma zumbi, embora as olheiras me acompanhem eu já posso dizer, a falta de sono já não é tão aterrorizante, acho que já posso riscar esse item da minha lista.

O decimo quinto dia do bebê é um dia muito importante, o dia em que o destino vai dizer a você se és sortudo ou não, pois bem, o destino não sorriu pra mim, apenas me entregou um fardo que carrego até aqui, cólicas do bebê, sim Aria teve (tem) dores terríveis denominadas cólicas do bebê, eu busquei as mais diversas formas paliativas e algumas deram uma acalmada, outras eram como água, assim também o dinheiro jorrava das carteiras lá em casa, mas eu tenho fé em meu Deus, entrego todos os meus problemas nas mãos dele e creio que ele vai me ajudar (apelo de uma mãe), creio também que as cólicas vão findar (já findaram) agora aos três meses, Aria estava à uns bons dias sem cólicas, na ultima semana do segundo mês  voltaram para nossa tristeza, mas eu tenho fé, isso vai mudar, já já vai acabar (eu creio), pois não há nada pior no mundo que ver seu bebê pequeno e indefeso com dores que você não consegue fazer parar.


Agora uma coisa é certa, no terceiro mês você se sente mais mãe/pai que nunca, na verdade cada cravada de mesversário a gente se sente mais pais um pouco, uffa passamos essa fase, é bem como dizem, o primeiro ano fica marcado com caneta fosforescente na história.

Aprendi diversas coisas nesses três meses de Aria em minha vida, aprendi que ela gosta de ficar sentada, depois deitada e pouco no colo, não gosta de muito barulho, mas se não dormir com a TV ligada em som médio corro o risco de assustá-la facilmente se o som se elevar em algum instante, eu aprendi que ela é extremamente alegre, sorri com facilidade e adora conversar, pois bem, já comecei meu curso intensivo de bebêleis, a gente troca muita ideia durante o dia e ela já começou a conversar com outras pessoas também, as vezes ela até conversa com a Beat Belle seu brinquedo predileto.

Nesses três meses aprendi o que um bebê de quase 5 kg pode fazer com seu braço e punho, estou com dores terríveis no braço esquerdo e o pulso direito envolto num acessório não muito fashion rs, mas faz parte, isso porque estamos falando de um bebê que não gosta muito de colo, mesmo assim faz um estrago.

Eu aprendi a amar tudo que ela faz, do cocô ao sorriso, pode parecer besteira, mas quem é mãe vai me entender, a gente pode até se estressar, acordar de mal humor, mas assim que o bebê te olha, reconhece que é a mamãe e te manda um sorrisão, não há noite mal dormida que endureça o coração, parece uma borracha, o sofrimento já não existe mais, a gente se desmancha e por vezes a lagrima acumula no canto do olho, mas a gente é forte e devolve um sorriso feliz e um cheiro bem cheirado, aquele abraço que só a mamãe sabe dar.

Também aprendi a ter medo, medo de tudo que é mal, medo do mínimo que as vezes pode nem chegar ao máximo, mas é um medo que vem sem precedentes, medo de tudo, medo da perda, medo da dor, não a minha dor a dor dela, a dor que ela pode sentir por lgo, sei lá, é um sentimento estranho, mas a verdade é que tenho medo por tudo, medo da falta de algo, algo que nem faltou e provavelmente não vai faltar, mas dá um medo, coisa estranha.


Todo mundo sabe que a gravidez dá um sentimentalismo só à mulher, mas a mãe também vira uma mulher ainda mais sensível que antes, não aguento ver o comercial dos médicos sem fronteiras desde sempre, mas agora, não suporto nem pensar nele, olhar algo como miséria ou qualquer outra situação conflitante é terrível, chega a me dar arrepio e uma melancolia sem fim, é estranho, mas agora é assim.


Bom, desde o primeiro mês da Aria que eu e Fofão (marido) saímos juntos, sozinhos, pra fazer algo, normalmente é jantar e cinema, amamos um cineminha, então a gente sempre combina com a minha mãe (santa mãezinha) pra ela ficar com a nossa goiabinha e vamos a uma noite à dois, mas confesso, o coração aperta de deixar ela de lado pra fazer algo por mim, para minha diversão, sem ela, aiii, é triste rsrsrsrs, nós dois nos sentimos assim kkkk engraçado, mas agora entendo como minha mãe se sentia quando fazia algo ou faz até hoje sem a presença de todos os filhos.


Por fim, eu posso dizer, cada mês, cada semana, cada dia, cada minuto me sinto mais mãe, agradeço a Deus por me conceder essa dádiva, por me dar a filha mais linda (mãe coruja), por meu marido companheiro e paciente (mulher estressada não é fácil), por me dar uma mãe presente (vó coruja), por me dar a família perfeita, a gente tem nossos deslises e defeitos, mas é tudo na medida certa, aliás, a gente mais acerta que erra e isso sim é uma dádiva.

Obrigada Deus !!!! 

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